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Cássio Navarro

Deficiência visual: problema afeta mais de 6,5 milhões de pessoas no país

Atendimento especializado e de qualidade garante reabilitação de deficientes visuais. Referência no assunto, Lar das Moças Cegas muda a vida de moradores da Baixada Santista.

De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), há mais de 6,5 milhões de pessoas com deficiência visual no Brasil, sendo 6 milhões com baixa visão e mais de 500 mil totalmente cegas. Ainda segundo a entidade, as principais causas conhecidas para estes problemas são catarata, glaucoma, retinopatia diabética e degeneração macular relacionada à idade (DMRI).

Naturalmente, muitos desses casos ocorrem no estado mais populoso do país, o Estado de São Paulo, que possui mais de 40 milhões de habitantes. Entre eles, está a moradora de São Vicente, no litoral de São Paulo, Werena de Lima Amaral. Atualmente com vinte e oito anos de idade, Werena enfrenta problemas visuais há dez. Como tudo começou Aos 18 anos, Werena percebeu os primeiros sinais de que algo estava errado e notou que sua visão começava a apresentar algumas falhas. “Reparei um certo declínio em minha visão, mas não me preocupei em procurar ajuda médica de imediato. Logo, estava com baixa visão e rapidamente minha saúde foi se agravando, até o ponto em que fiquei completamente cega”.

Aos 21, a jovem já não enxergava mais, em decorrência de um descolamento da retina e de uma catarata total nos dois olhos, impulsionados por um quadro de diabetes. Com toda uma vida pela frente e pensando que não conseguiria mais fazer o que sonhava – na época, estava prestes a concluir a faculdade de comunicação social, tendo que abandoná-la a pouco tempo de seu fim – Werena quase desistiu de tudo. “Fiquei reclusa em casa por dois anos, até 2014”.

A ajuda que procurava Werena comenta sobre a importância das pessoas à sua volta, que não a deixaram desistir e a incentivaram a buscar auxílio em uma instituição chamada Lar das Moças Cegas, de Santos, dedicada ao atendimento de pessoas com deficiência visual. “Até então eu desconhecia a instituição e o trabalho que faziam, todos os recursos que ofereciam aos deficientes visuais da Baixada Santista. Até que em maio de 2014 decidir ir conhecê-la e ingressei como aluna”. A partir daí, tudo mudou. “Passei pelos processos de reabilitação que envolvem toda a parte de orientação e mobilidade, aprendi o braile, a informática – que é fundamental para a conquista de uma oportunidade no mercado de trabalho -, além de começar a participar de atividades musicais, de educação física e de cursos profissionalizantes, como o de telefonia, que me abriu as portas para me tornar uma funcionária da própria instituição em 2015”.

Mudanças que a fizeram perder o medo e a mudar a forma como encarava a vida após a perda da visão. “Quando cheguei aqui não tinha nenhuma noção de como um deficiente visual também poderia ser independente, tinha medo de tentar fazer algo e causar ou sofrer algum acidente. Hoje em dia, venho trabalhar de ônibus sozinha, visito lojas da região e já até voltei para a faculdade. Ou seja, minha vida mudou totalmente desde que entrei para o Lar”. Novos recursos para o atendimento de deficientes visuais Conhecendo as necessidades da área da saúde na Baixada Santista, o deputado estadual Cássio Navarro destinou emendas parlamentares para os nove municípios da região. Entre elas está a liberação de recursos para o Lar das Moças Cegas, visando proporcionar ainda mais melhorias para a instituição. Ao total, foram R$ 150 mil destinados para a organização, que oferece atendimento gratuito a todos os deficientes visuais da região. “Gostaria de agradecer muito ao Cássio Navarro, que nos ajudou demais com a destinação deste valor, propiciando a troca de nossos equipamentos oftalmológicos, que tínhamos há mais de 40 anos. Graças a isso, conseguimos oferecer um atendimento com ainda mais qualidade aos 220 alunos que atendemos atualmente. É de pessoas como ele que precisamos”, afirma o presidente do Lar das Moças Cegas, Carlos Antônio Gomes, o Caluxo.

Quem também reconhece a atitude do deputado estadual é a ortoptista da instituição, Maria Helena de Souza. “Estamos muito agradecidos ao Cássio Navarro pelo que ele fez por nós. Agora nosso trabalho está sendo ainda mais valorizado e reconhecido em função da renovação de nossos aparelhos e de toda a inovação que passamos a poder oferecer. Para todos nós que trabalhamos aqui há tantos anos é uma honra poder participar dessa mudança”.

“Todos nós aqui da instituição, alunos, voluntários, pacientes e funcionários, agradecemos o investimento. Isso foi muito importante, um divisor de águas para nós, pois agora também podemos atender uma maior demanda de pessoas que sofrem com deficiências visuais. Só temos que dizer muito obrigado ao deputado estadual Cássio Navarro por tudo”, completa Werena.